23/06/2015

É tempo de "Yule"!

A Roda da Vida completou mais um ciclo. É chegado o Yule para quem roda pelo Sul, como nós da IWMBG. Portanto, FELIZ E ABENÇOADO YULE! FELIZ E ABENÇOADO RECOMEÇO!.

Para os leigos, esclarecemos que o Solstício de Inverno é considerado o "ano-novo" dos pagãos nórdicos e teutônicos. Os pinheiros enfeitados originaram - se dessa tradição. 

Essa árvore simbolizava a vida eterna, porque, ao contrário das outras árvores da floresta, ela não perde a sua folhagem no inverno. 

As luzes das velas e os alimentos que adornavam a árvore representavam o desejo das pessoas de que o Sol voltasse a reinar depois da noite mais longa do inverno. 

Os alimentos eram uma oferenda, um desejo de que toda a tribo sobrevivesse ao longo inverno. 

Aqueles que, na infância, sempre adoraram as tradições de Natal não terão de desistir delas só porque optaram por seguir o caminho do Paganismo. 

Muitos pagãos fazem festas para enfeitar a Árvore do Yule, acendem a lenha do Yule, regalam-se com bolo de natal, além de cantar e dançar. Esses já eram costumes pagãos muito tempo antes de serem adotados pelo cristianismo.

Assim, que seu novo recomeçar seja repleto de maravilhas, bênçãos, saúde, prosperidade e toda a felicidade que você merecer da Vida.

A.S.W. Eghon Rá-Horakhty
Rev. Terry Marcos Dourado
Fundador e presidente da IWMBG

24/12/2014

A verdade por trás do Natal cristão

Para o povo cristão, a data de 25 de dezembro é comemorada como sendo o dia do nascimento de Jesus, o "Cristo", o "Messias Prometido", o "Filho de Deus". Tenho recebido muitas indagações sobre o significado do Natal para a nossa religião Wicca e também para o Paganismo (ou Neopaganismo). Pois bem, tomo a liberdade de publicar trecho do esclarecedor livro do bruxo brasileiro Claudiney Prieto, intitulado "Wicca Para Todos", que você lê a seguir.

Simbologia do Natal Cristão.

"Wicca Cristã não Existe

Muitos pesquisadores procuraram chegar à uma conclusão sobre as origens do Cristianismo e sobre a existência real do próprio Cristo, através de provas históricas e materiais fidedignos para comprovar a veracidade de sua religião e isso jamais foi conseguido.

Muitos autores renomados como Fílon de Alexandria, Plínio, Marcial, Sêneca e muitos outros que viveram no século I e estavam fortemente engajados nas questões religiosas de sua época, jamais citaram Jesus. Ele não é citado no Sinédrio de Jerusalém, nos anais do Imperador Tibério ou de Pilatos. Muitos documentos de pessoas que teriam vivido na mesma época que Jesus são guardados em museus e bibliotecas, mas nenhum deles menciona sua existência e seus prováveis discípulos não escreveram sequer uma linha sobre Jesus.

Através de testes modernos como o comparativo de Hegel, o uso de isótopos radiotivos e radiocarbônicos, todos os escritos apresentados que buscavam comprovar a existência de Jesus pela Igreja revelaram-se falsificados.

Filon de Alexandria, um dos mais célebres judeus de sua época, relata muitos fatos de sua época sobre a sua própria religião e de muitas outras e não citou Jesus em nenhum de seus relatos. Ele próprio escreveu sobre Pilatos, mas não disse nada sobre o Julgamento de Jesus que Pilatos teria oficiado. Apóstolos,

Maria, José, nenhum deles é mencionado por Filon. Justo de Tiberíades escreveu sobre a história dos Judeus, de Moisés ao ano 50, mas não escreveu uma linha sobre Jesus. 

Flávio Josego, que nasceu no ano 37, escreveu ativamente até o ano 93 sobre inúmeras manifestações religiosas e messias da época, mas nada menciona sobre Jesus Cristo. Nos documentos existentes de gregos, hindus e romanos dos séculos I e II, constata-se que eles jamais ouviram falar de algum Jesus. 

Ninguém, entre escritores e historiadores, que teriam vivido na mesma pretensa época que Jesus, falou algo sobre ele ou sobre qualquer aparição pública ou tumulto religioso encabeçado por alguém chamado Jesus. Os documentos que descrevem a atuação de Pôncio Pilatos nada falam sobre alguém de nome Jesus Cristo, ou sobre um Messias da época que teria sido preso ou crucificado por ter realizado feitos sobrenaturais. A existência de Pilatos é real e histórica e se ele, que supostamente teria estado no centro dos acontecimentos, já que era o governador da Judéia, não soube ou relatou um fato tão importante quanto a existência e julgamento de Jesus, é por que ele realmente não existiu.

Na Escola de Tubíngen, na Alemanha, Filósofos e Teólogos comprovaram que a Bíblia não possui nenhum valor histórico e que os Evangelhos seriam arranjos e ficções sustentadas pela Igreja, assim como o próprio Jesus. Um padre chamado Aífred Loisy, decidindo pesquisar sobre o Cristianismo depois de inúmeras críticas e descréditos que essa religião vinha sofrendo na França, chegou a conclusão que as críticas estavam baseadas em fatos fundamentados e incontestáveis. Publicando logo em seguida sua pesquisa, foi excomungado em 1908.

Muitos historiadores afirmam que Jesus teria sido um ser idealizado, com a função de dar continuidade através de um novo prisma ao Judaísmo que se dividia e morria. Criando Jesus Cristo, o Judaísmo dava surgimento à uma nova religião.

Quando os Judeus chegaram em Roma e Alexandria e se deparam com uma religião passada de geração em geração através da tradição oral e várias crendices populares e superstições locais, decidiram introduzir ali a nova religião que traziam. Em pouco tempo o Cristianismo, com sua filosofia simplista e sedutora, conseguiu conquistar as pessoas mais comuns, servos, serviçais, escravos e posteriormente os senhores, os reis, rainhas e imperadores.

Crestus, que era o título dos messias dos essênios, foi o nome pelo qual os judeus optaram por chamar o "salvador" de seu povo e foi assim que surgiu o nome Cristo. Baseado também nas crenças e modo de vida dos essênios, onde bens materiais eram divididos e os problemas pessoais pertenciam à toda a comunidade, a nova religião que chegava conquistou os escravos e as pessoas mais humildes.

Além disso, Crestus era um nome extremamente comum na Judéia e Galiléia e por isso muitas referências encontradas nos textos e documentos da época não se aplicam ao Cristo do Cristianismo. Assim, Jesus foi inventado para atender à tendência religiosa e mística de uma época.

Quando o Cristianismo começou a elaborar sua doutrina teve grandes dificuldades em conciliar fé e razão por isso fez várias adaptações com lendas Pagãs e Deuses solares. O Cristianismo passou a ser assim um sincretismo das incontáveis seitas judaicas misturado às crenças de Deuses Solares, dando apenas novos nomes e roupagens a Deuses que morriam e ressuscitavam nos mitos e que predominavam à séculos com rituais solares, fundamentados em um Deus que se sacrificava. O Jesus dos Evangelhos não é um ser real, que existiu, mas sim um personagem criado em cima da visão religiosa sobre Brahma, Buda, Krishna, Mitra, Hórus, Júpiter, Serapis, Apolo e muitos outros Deuses.



Se pegarmos o mito de Hórus, que surgiu milênios antes do suposto nascimento de Cristo, vemos que:
1. Hórus foi o Deus solar e o redentor dos egípcios;
2. Hórus nasceu de uma virgem
3. O nascimento de Hórus era festejado em 25 de dezembro;
4. Hórus também era considerado a luz e o bom pastor;
5. Hórus realizava feitos milagrosos;
6. Hórus teria 12 discípulos (uma alusão aos 12 signos de zodíaco governados pelo sol);
7. Hórus ressuscitou um homem de nome Elazarus (Cristou ressuscitou
Lázaro);
8. Um dos títulos de Hórus é "Krst"(seria Cristo?).

Se analisarmos mais apuradamente perceberemos que o mito da virgem grávida, que foge de Herodes em direção ao Egito, para salvar o filho (Jesus) que carrega em seu ventre não é nada mais nada menos que uma reinterpretação da lenda de Ísis e Hórus fugindo da perseguição de Seth.

Se analisarmos outros mitos como os de Mitra, Adônis, Krishna, Átis, dentre outros, vamos encontrar as fontes sob as quais o Cristianismo foi inventado.

Em 3.500 AEC temos Krishna que também nasceu de uma Virgem, chamada Devanaguy, que foi avisada com antecedência sobre a concepção de seu filhodeus e quem daria o nome de Krishna (Cristo?). Uma profecia dizia que Krishna destronaria seu tio, o Rajá. Por causa disso a mãe de Krishna foi presa numa torre para não ser concebida por ninguém. Dizem as lendas que o espírito de Vishnu atravessou o muro e se uniu à ela, se mostrando como uma luz que foi absorvida por Devanaguy. 

Quando Krishna nasceu, um vendaval demoliu a torre onde Devanaguy estava aprisionada e ela fugiu com Krishna para Nanda. O Rajá mandou matar todas as crianças que tinham acabado de nascer, mas Krishna consegue escapar. Pastores foram avisados da chegada de Krishna através de um aviso nos céus e lhe levaram presentes. Com 16 anos, Krishna começa a viajar pela Índia para pregar sua doutrina, abandonando sua família e passando a ser chamado de Redentor pelo seu povo. Krishna faz muitos discípulos e recebe o nome de Jazeu (Jesus?) que significa "Aquele que nasceu através da fé".

O nascimento de Buda também teria sido avisado à sua mãe. Quando nasceu uma luz intensa iluminou o mundo fazendo mudos falarem, cegos verem e uma brilhante estrela no céu anunciou seu nascimento. Buda fez os mais sábios de seu tempo se admirarem com o seu vasto conhecimento e muito cedo começou a pregar e converter pessoas. O seu discurso mais famoso também leva o nome de O Sermão da Montanha e depois que morreu apareceu aos seus seguidores.

Mitra também teve uma mãe virgem. Nasceu numa gruta em 25 de dezembro. Uma estrela surgiu no leste quando ele nasceu, indicando o caminho para magos que trouxeram incenso, mirra e ouro. Ele era considerado o intermediário entre Ormuzd e os homens. Após sua morte teria também ressuscitado.

Baco teria realizado muitos feitos como transformar água em vinho e multiplicar
peixes.

Podemos perceber que o Cristianismo foi inventado em cima de lendas não apenas de Judeus, mas também de mitos e religiões pré-judaicas. Os rituais cristãos também são adaptações de ritos pagãos muito mais antigos.

O Mitraísmo era praticado em grutas e locais subterrâneos e o Cristianismo primitivo também. Nos ritos mitraícos haviam ritos com pão e vinho.

A cruz solar, as refeições comunais, a destinação (dia do sol) para descansar também faziam parte de ritos do Mitraísmo que foram sincretizados pelos Cristãos.

O Cristianismo plagiou a história mitológica do deus egípcio Hórus (à direita) para
construir o mito a quem deram o nome de Jesus, o Cristo (à esquerda).
As vestimentas dos sacerdotes católicos são copias das roupas ritualísticas dos sacerdotes de Mitra, que já existiam muito tempo antes do Cristianismo e até mesmo do suposto nascimento de Cristo.

Ritos envolvendo pão e vinho também eram utilizados pelos hindus, representando o corpo e o sangue de Agni. Como os padres católicos os monges budistas também lavam as mãos antes da libação.

A crença na vida depois da morte, na ressurreição, no Inferno e num princípio do bem e mal absolutos eram crenças igualmente inerentes ao Mitraísmo e Judaísmo.

Do Egito adotaram a autoflagelação, herdadas dos Sacerdotes de Ísis que se açoitavam para expiar suas culpas e erros humanos. No Egito também, existiam "mosteiros" para os sacerdotes que desejavam fazer voto de castidade. Dos gregos se apropriaram da água lustral. Dos Indostânicos adotaram o celibato, o jejum e a esmolação. Os etruscos copiaram o ato de juntar as mãos ao rezar....

Tudo isso já existia milênios antes do suposto nascimento e existência de Cristo. Textos de pagãos, essênios e gnósticos foram as bases utilizadas no Concílio de Nicéia para compor o Novo Testamento.

Deduzimos então que o Cristianismo não tem nada de original e nem que o Cristo histórico realmente existiu. Fica claro que os rituais, as raízes e bases do Cristianismo provêm de uma enorme variedade de diferentes religiões e mitos sobre as diferentes divindades solares existentes e muito cultuadas na época em que os judeus decidiram dar sequência à uma religiosidade que morria e
desaparecia.

O que tudo isso nos ensina?

Isso tudo nos mostra que conceitos cristãos, como são entendidos hoje e sustentados durante séculos por uma religiosidade dominante que mantém seus seguidores na completa ignorância de sua verdadeira origem, nada têm a fornecer ou acrescentar a prática Wiccaniana.

Se ao contrário disso caminharmos na contra mão, buscando fazer não uma Wicca Cristã, mas sim uma Wicca que busca pelas origens dos cultos solares, que são anteriores e deram origem ao próprio Cristianismo, teremos muito mais à aprender e à acrescentar em nossa prática religiosa.

Wicca Cristã é um conceito incompatível e incoerente devido a todo o dogmatismo não só do Catolicismo, mas do Cristianismo de uma forma geral. Wiccanianos buscam celebrar uma religião que visa se libertar de vários grilhões, principalmente dos grilhões da ignorância que dominaram nossa sociedade durante praticamente dois mil anos através do monoteísmo e dos valores judaico-cristãos.

Para que retroagir ou persistir no mesmo erro quando podemos mudar?"

(...)

Vejamos as diferenças entre a Wicca e o Cristianismo:

1) Para a Wicca a mulher é a fonte sagrada de toda a vida. Para o Cristianismo ela é a fonte de todos os males (vide Eva e o episódio do fruto do pecado original no Jardim do Éden).

2) Para a Wicca a fonte primordial de toda a vida é feminina (por alguns considerada feminina e masculina). Para o Cristianismo ela é predominantemente masculina.

3) A Wicca encara o sexo e a sexualidade como uma dádiva dos Deuses, algo bom, que deve ser vivido e celebrado intensamente, pois é sagrado. Para o Cristianismo o sexo e todas as expressões da sexualidade são pecaminosas, devem ser evitadas e reprimidas.

4) Para a Wicca a Divindade é panteísta e imanente. Para o Cristianismo o sagrado se apresenta de forma transcendente.

5) A Wicca incentiva a responsabilidade nas atitudes humanas. Não há um ser maligno para ser culpado por nossas faltas, a não ser nós mesmos. O Cristianismo coloca sempre tal responsabilidade no Diabo. O ser humano nunca é real responsável por seus próprios atos negativos, é sempre instigado a realizá-los por intermédio das "forças das trevas".

6) A Wicca encara a natureza como sagrada, devendo ser preservada, o homem é parte integrante e filho dela como todos os outros seres. O Cristianismo vê a natureza como algo que foi criado para servir ao homem e por ele ser explorada e subjugada.

7) Para a Wicca tudo que dá prazer e satisfação ao homem é bom. Para o Cristianismo todas as fontes de prazer (sexuais ou não) devem ser evitadas.

8) Para a Wicca todo ser humano nasceu livre de pecados e karmas, estamos aqui para viver intensamente e sermos felizes.

9) Para o Cristianismo o ser humano é fruto do pecado original e já nasceu na posição de pecador. Para a Wicca o ser humano é uma dádiva dos Deuses e nasceu livre, inclusive de qualquer forma de pecado.

10) A Wicca deseja dialogar com outras religiões, pois a intolerância é a base da alienação. O Cristianismo não apenas evita tal diálogo como, inclusive, não tolera em hipótese alguma a mistura de sua espiritualidade com outras.

Algumas pessoas insistem não somente em fazer essa fusão entre as duas religiões, mas até mesmo em afirmar que a Virgem Maria é uma das faces da Deusa. A questão é, o Sagrado Feminino não se manifesta somente no Paganismo. Cada religião possui o Sagrado Feminino em suas bases de uma forma ou outra.

Porém, qual Sagrado Feminino estamos nos referindo quando fazemos tal afirmação? O Pagão ou o Cristão? Um é diferente do outro.

Muitos também insistem que aquelas que usam ervas, rezadeiras e parteiras são Bruxas. Porém, o Cristianismo que sobreviveu com as rezadeiras, no culto ao Feminino dos Goliardos medievais e em outras ordens religiosas de mulheres Cristãs, por exemplo, não pode ser considerado Paganismo. Ele é simplesmente outra das muitas formas do Cristianismo misturado ao folclore e sabedoria popular. 

(...)

Mesmo que os cultos à Deusa tenham sido praticados nos locais da aparição de santos, mesmo que muitos Deuses tenham se transformado em santos para facilitar o processo de expansão do Cristianismo, como Pagãos, devemos nos voltar às verdadeiras faces destas divindades e invocar os seus verdadeiros nomes. Eliminar todo o ranço Cristão dos santos de hoje que foram Deuses ontem é dever de cada Pagão.

Em vez de cultuar Santa Brígida, por que não chamar pela Deusa celta Brigit? Em invés de invocar São Tirso, vamos invocar Dionísio. No lugar de nos voltarmos à Maria, é hora de reverenciarmos novamente a semítica Deusa Mari em todo seu esplendor e pureza. Por que rezar para Nossa Senhora dos Navegantes se podemos chamar por Ísis Pelagia, a face da Deusa do Nilo que deu origem aos rituais de navegação que foram assimilados posteriormente pelo Catolicismo com a clara intenção de exterminar totalmente o antigo Paganismo e expandir a nova fé?

O dever de todo Pagão é resgatar os nomes e dignidade dos Deuses Antigos e não cultuar os Santos e figuras Cristãs com a desculpa de que eles são a sobrevivência de antigos Deuses. Muitos santos de hoje podem até realmente ser uma sobrevivência de antigas Divindades Pagãs, mas são sua sobrevivência vegetativa, cujos atributos originais foram marginalizados e completamente tolhidos. A única maneira de exercitar o Paganismo com dignidade é retirando os Deuses de sua existência vegetativa na figura das santas e santos católicos e resgatar novamente suas verdadeiras faces divinas, nomes e atributos originais.

Os Deuses agradecem esse ato de consciência e a Wicca também!"

[Trecho do livro "Wicca Para Todos", de Claudiney Prieto.] 

_________________________

Por tudo que o irmão de Arte, Claudiney Prieto expôs em seu livro "Wicca Para Todos", não há a necessidade de eu fazer qualquer comentário extra. Espero sinceramente que esta postagem tenha esclarecido você. Qualquer dúvida, por gentileza faça contato direto comigo pelo e-mail: contato.iwmbg@yahoo.com.br. Abençoados sejam tod@s! - ASW Eghon Rá-Horakhty (Rev. Terry Marcos Dourado), fundador da IWMBG.

30/10/2014

Dia das Bruxas e Beltane/Samhaín: Quebrando tabus e desafiando preconceitos, estamos cada vez mais "saindo do armário das vassouras"

31 de outubro é a data ideal para refletir sobre as sequelas ainda hoje existentes, dos graves e desumanos erros do Cristianismo que, num passado macabro, comandou um período histórico marcado por violência extremas, onde perseguiram, inquiriram, torturaram com absurda crueldade e condenaram à morte centenas de pessoas. Tudo isso em nome de uma fé cega, ignorante e extremamente preconceituosa.



Etimologicamente falando, a palavra “bruxa", de fato, tem sua origem real desconhecida. Especula-se que a denominação tenha surgido no período pré-romana da Humanidade. A palavra “bruxa” também tem uma provável relação com palavras proto-celtas (a linguagem celta comum, o suposto ancestral de todas as línguas celtas conhecidas, falado provavelmente em meados do ano 800 antes da Era Cristã). A palavra “bruxa” origina-se de "brixtā" (feitiço), "brixto" (fórmula mágica), "brixtu" (magia); ou também pode derivar-se das palavras em gaulês “brixtom”/“brixtia” do qual derivam o nome da deusa gaulesa “Bricta” (ou “Brixta”).

A palavra "bruxa" existe somente na península ibérica, e veio da palavra grega "brouxos", que significa "lagarta", ou seja, “aquela, que se transforma em borboleta”. Para os gregos, a borboleta era um símbolo da alma. E assim como a borboleta sai do casulo, acreditavam que as bruxas tinham o dom de sair do corpo, voar livremente por aí e entrar em contato com o mundo espiritual, fenômeno espiriutualista que, nos tempos atuais, é conhecido como “viagem astral".

Um conceito equivocado e, até hoje fomentado principalmente pela indústria cinematográfica de Hollywood e pelos Estúdios Disney (lembremo-nos, por exemplo da bruxa malvada do conto da Branca de Neve), coloca as bruxas como sendo mulheres velhas, narigudas, corcundas ou com outras deformações físicas, diabólicas e terríveis manipuladoras de magia negra e dotadas de uma gargalhada apavorante.

Outro conceito de Bruxa altamente equivocado e preconceituoso é a comparação com uma “hag” ou “crone”, em inglês, ou seja, uma criatura feia e velha, um tipo de fada idosa ou até uma deusa ou divindade selvagem que, segundo o imaginário dos povos antigos, tais criaturas viviam em florestas escuras e isoladas e que se alimentavam de carnes, muitas vezes humana. Esta visão equivocada das Bruxas pertence à mitologia inglesa.

Não se pode negar que é também muito popular a imagem da bruxa como a de uma mulher sentada sobre uma vassoura voadora, ou com a mesma passada por entre as pernas, andando aos saltitos. Alguns autores utilizam o termo, contudo, para designar as mulheres sábias detentoras de conhecimentos sobre a natureza e a magia.

Voos de Vassouras - Segundo informação divulgada no “Ciência Hoje – Química e Religião”, publicado pelo portal UOL na internet, as bruxas da Idade Média produziam um unguento especial, feito a partir de plantas com propriedades alucinógenas. O produto ficou conhecido como a "pomada das bruxas". Untando as mucosas vaginal e anal com o auxílio de um cabo de vassoura, o unguento era absorvido mais rapidamente. Os delírios causados pela pomada das bruxas incluíam a sensação de levitação, explicando os supostos voos com vassouras.

Bruxas Famosas – Na história da humanidade, algumas bruxas se perpetuaram com alguma notoriedade. Entre elas, citamos a Bruxa de Évora, as Bruxas de Salem e a bruxa inglesa Dame Alice Kytler e, não podemos nos esquecer do “pai” da Wicca, o bruxo inglês Gerald Gardner, que fez a Bruxaria Wicca, o principal caminho neopagão da atualidade, ser reconhecida como uma legítima religião, tendo feito apenas algumas atualizações e adaptações na "Antiga Religião" para o mundo moderno.

Literatura e Cinema – As bruxas e a bruxaria estão presentes em literaturas com fama mundial, a exemplo da saga ficcional mais famosa do planeta, a do jovem bruxo Harry Potter – literatura que foi parar nas telas do cinema, com sucesso espetacular, sobretudo entre adolescentes e jovens. Também os livros de Marion Zimmer Bradley, autora do sucesso “As Brumas de Avalon”, que também foi sucesso mundial no cinema. Outras obras de sucesso com foco em Bruxas e na bruxaria, são as que integram a trilogia sobre as bruxas Mayfair, da escritora Anne Rice.

Perseguições Cristãs - As bruxas foram implacavelmente caçadas durante o período sangrento praticado por cristãos e pela Igreja Católica, conhecido como “Santa Inquisição”, na Idade Média. Um dos métodos usados pelos inquisidores cristãos utilizados na identificação de bruxas nos julgamentos do Santo Ofício comparava os pesos da suposta bruxa e de uma enorme Bíblia. Aquelas que fossem mais leves eram consideradas bruxas, pois acreditavam que as bruxas conseguiam obter uma leveza fora dos padrões humanos. 

Frequentemente – e até os dias atuais - as bruxas são associadas a gatos pretos, animais que, para muitos fanáticos, são a personificação do Diabo, o que é um erro gravíssimo de compreensão. Dentre as bruxas tradicionais, os gatos pretos são os chamados de “Puckrel”, e muitas vezes são considerados como espíritos guardiões da Arte das Bruxas, que habitam o corpo de um animal. Estes costumam ser designados na literatura da Bruxaria como “familiares”.

Preconceito e Ignorância - Muito antigamente, acreditavam-se que as bruxas voavam em vassouras à noite e principalmente em noites de lua cheia. “Também criam que elas faziam feitiços e transformavam as pessoas em animais e que elas, as bruxas, eram muito malígnas, demoníacas ou diabólicas. Pura crendice ignorante e preconceituosa”, ressaltou o mago e bruxo wiccaniano Eghon Rá-Horakhty, nome mágico/religioso do alto sacerdote wiccaniano Rev. Terry Marcos Dourado, fundador da Igreja Wiccaniana Mundial de Biopaganismo Gnóstico (IWMBG) e do Coven Wiccaniano Círculo Sagrado de Hórus (CWCSH) e da Tradição Horística dos Sagrados Mistérios Egípcios (THSME), ambos sediados no Estado de Goiás, no centro do Brasil. 

“Nos tempos atuais, essas antigas superstições como a da bruxa velha da vassoura na lua cheia já foram suavizadas, devido à maior tolerância (embora ainda longe da ideal) entre religiões, o sincretismo religioso e a uma maior divulgação do Paganismo ou do Neopaganismo”, comentou o bruxo goiano.


O início da Bruxaria Moderna

Gerald Gardner, famoso bruxo britânico, tem alta relevância e participação fundamental como “o pai” da Religião Wicca - A religião da Moderna Bruxaria Pagã, formada por pessoas que são bruxas e bruxos, mas que utilizam a "Arte dos Sábios" ou a "Antiga Religião" mesclada a práticas e conhecimentos de outras tradições. 

“Na religião Wicca, a conceitualização da magia, dividindo-a em branca e negra, não existe. Na Wicca, não há uma crença que se fundamente nos conceitos de bem e mal, portanto, não há dois tipos de magia, ou seja, branca e negra. De uma forma alegórica, bruxas e bruxos costumam dizer que “toda magia é cinza”, ou seja, é neutra, nem branca, nem negra”, ressaltou o mago e bruxo goiano Eghon Rá-Horakhty, fundador da Igreja Wiccaniana Mundial de Biopaganismo Gnóstico (IWMBG).

“Ainda nos dias atuais, a antiga Arte das Bruxas, também conhecida como “Bruxaria Tradicional”, continua sendo praticada por grupos seletos, alguns até mesmo ocultos. É possível, também nos tempos modernos, encontrar uma grande quantidade de livros e sites que explicam a "Antiga Religião", porém, muitos se fundem à Wicca, uma vez que os membros de grupos conservadores da Bruxaria Tradicional costumam preferir o ostracismo, optando por se revelarem publicamente apenas em ocasiões especiais ou para que sejam localizados com maior facilidade por neófitos interessados em participar destes grupos”, acrescentou Eghon.




Uma origem conturbada, marcada por perseguições e grandes chacinas


A feitiçaria já era citada desde os primeiros séculos da Era Moderna. Na Grécia Antiga, o filósofo Lúcio Apuleio (123-170 a.C.) fazia alusão a uma criatura que se apresentava em forma de coruja, Hécate, que na verdade era uma forma descendente de certas mulheres que voavam de madrugada, ávidas de carne e sangue humanos, segundo a crença mitológica.

Os intelectuais gregos, à época, acreditavam que tudo isso não passava do imaginário popular, sonhos, pesadelos e, assim, recusavam-se a admitir a existência de bruxas, o que era diferente entre muitos povos daquele período da história da humanidade, a exemplo dos éditos dos francos salianos. Eles falavam da "Estrige" (uma espécie de criatura vampírica mitológica) como se ela existisse de fato. Os penitenciais atestavam a crença nessas mulheres luxuriosas. 

Conta a História que, no início do século XI, o bispo de Worms, Bucardo, pedia aos padres que fizessem perguntas às penitentes no intuito de descobrir se eram seguidoras de Satanás (ou Satã, para eles), para verificar se elas possuíam o poder de usar “armas invisíveis” para matar os cristãos batizados . Se o veredicto fosse o “sim”, estas mulheres eram punidas com quarenta dias de jejum e sete anos de penitências.

Vale ressaltar que, segundo a História, até meados do século XIII, a Igreja Católica não condenava severamente esse tipo de crendice, porém, nos séculos XIV e XV, o conceito de heresias, práticas mágicas e bruxarias se confundiam no julgo popular fomentadas pela ignorância do povo desta época. Em geral, as mulheres eram as mais acusadas e severamente punidas. 

Cátaros, templários e hereges, foram violentamente condenados pela Santa Inquisição católica-cristã, tomando a vez aos judeus e muçulmanos, que eram os principais alvos da primeira inquisição, no século XIII. 

Cristianismo X Paganismo - Curiosamente, foi exatamente a partir da primeira Inquisição que a iconografia cristã passou a representar o "Arcanjo Decaído" não mais como um arcanjo, mas com a aparência de deuses pagãos, como "Pã" e "Cernunnos" (Deus Cornífero). Este fato criou e vem alimentando equivocadamente até os dias atuais a suposição de que bruxas e bruxos adoravam (ou adoram) do demônio. 

“Tudo isso não faz sentido, uma vez que a figura do demônio faz parte dos dogmas cristãos, não pertencendo às crenças pagãs. Nem o Paganismo, tampouco o Neopaganismo, a Bruxaria e a Wicca acreditam na existência do Diabo (ou do Demônio). Sequer existe algum personagem de caráter equivalente ao Diabo (criado pelos cristãos sob a alegação de menções bíblicas), em qualquer panteão pagão”, ressaltou o bruxo e mago, fundador da Igreja Wiccaniana Mundial de Biopaganismo Gnóstico (IWMBG), Eghon Rá-Horakhty (Rev. Terry Marcos Dourado). 

“Ainda com foco na visão dos cristãos, o uso alternativo do nome "Lúcifer" para designar o mal encarnado ("Diabo"), fez agravar a ignorância e o temor do povo, principalmente o povo cristão, a respeito dos cultos (rituais) de bruxos e bruxas, uma vez que o nome "Lúcifer", na interpretação latina, significa apenas "o portador/fabricante da luz" ("Lux Ferre"), inescapável semelhança ao mito grego de "Prometeu", que roubou o fogo dos Céus para trazê-lo aos homens, segundo narra a mitologia”, acrescentou Eghon Rá-Horakhty.

O movimento de repressão à bruxaria, iniciado na Idade Média - e muito acentuado nos primórdios da Idade Moderna, após a tomada de Constantinopla pelos turcos - alcançou maior intensidade no século XV para, na segunda metade do século XVII, ter diminuída sua chama. Nesta fase da história da Humanidade. Para se ter uma vaga ideia, segundo informações de pesquisadores, o número de processos de feitiçaria no norte da França aumentou de 8, no século XV, para 13 na primeira metade do século XVI, e 23 na segunda metade, chegando a 16 na primeira metade do século XVII, diminuindo para 3 na segunda metade daquele século e para um único no seguinte; segundo relatos de Claude Gauvard, membro do Institut Universitaire de France.




Entenda por que, mesmo em tempos modernos, milhares de pessoas ainda temem assumir publicamente suas crenças pagãs


Em 588 anos de duração, o período mais negro e sangrento de toda a história do Cristianismo 
e da Igreja Católica vitimou milhares de pessoas brutalmente torturadas e assassinadas em nome de uma fé.


A Inquisição (Período da Santa Inquisição) da Igreja Católica durou 588 anos, deixando um rastro de milhões de pessoas torturadas, assassinadas, queimadas, decaptadas, enforcadas e empaladas (uma lança atravessava o corpo do anus à boca da vítima condenada pelos cristãos). Os motivos para tais penas iam desde condenar aqueles que praticavam religiões antigas (pagãos e pessoas acusadas de praticarem a bruxaria e a magia), a defensores de ideias proibidas como: dizer que o sol girava ao redor da Terra, que as estrelas são sóis e que o universo é infinito.

Importante ressaltar que não foram apenas os católicos que cometeram tais crimes bárbaros e absurdos, não. Muitas denominações cristãs, como protestantes e evangélicas, cometeram as mesmas insanidades criminosas em nome de uma fé ignorante e preconceituosa. Seja nas guerras contra judeus e muçulmanos, seja na conversão forçada de índios e povos pagãos que praticavam cultos tradicionais ligados à natureza. Esta é uma sombra “ad perpetum” coletiva de todos os cristãos.

Há estimativas de que mais de 40 milhões de pessoas, em todo o planeta, foram assassinadas pelo fanatismo cristão, se considerarmos as estimativas das vítimas fatais de crimes cometidos por cristãos fanáticos nas cruzadas, nas inquisições, nas guerras religiosas e em inúmeros outros atentados de terrorismo religioso contra pessoas, povos, países, culturas e religiões outras que não sejam cristãs. Todas estas atrocidades cometidas em nome do Cristianismo, em nome de Jesus Cristo ou mesmo em nome de Deus. Também em prol da defesa da Religião Cristã e do suposto desejo obsessivo deste movimento religioso denominado Cristianismo, de impor poder e dominação de povos e nações.

“Interessante chamar a atenção das pessoas para, independente do quantitativo das vítimas violentadas e mortas por cristãos, sob a acusação absurda, principalmente de práticas pagãs e de bruxaria, é importante que as pessoas – cristãs ou não – se atentem para um paradoxo interessante, ou seja, se a dor, o sofrimento e o bárbaro assassinato de Jesus, o Cristo, até hoje são capazes de sensibilizar qualquer ser humano; as pessoas também devem se lembrar, e ficarem tão chocadas ou tão sensibilizadas quanto, com o terrível sofrimento de milhares e milhares de seres humanos que padeceram e foram brutal e covardemente assassinados por cristãos, pelo simples motivo de não aceitarem a conversão ao Cristianismo, numa ignorância mortal sem precedentes, absurdamente imperdoável”, ressaltou o mago e bruxo Eghon Rá-Horakhty (Rev. Terry Marcos Dourado), fundador da Igreja Wiccaniana Mundial de Biopaganismo Gnóstico (IWMBG), com sede em Goiás, Brasil.

Tirania Cristã - Pesquisadores da História da Humanidade descobriram que, no século IV, quando o Cristianismo se propagava, a Igreja Católica havia tomado para si dezenas de santuários e templos sagrados de povos pagãos, para implantar sua religiosidade e erigir suas igrejas. Nos primórdios do Catolicismo, acreditavam que os pagãos continuariam a frequentar estes lugares sagrados para reverenciarem seus Deuses. Mas com o passar do tempo, assimilariam o cristianismo substituindo o Paganismo, através da anulação.

Naquela época, por toda a parte, havia uma constante veneração às divindades pagãs. Ao longo dos séculos, a estratégia da Igreja Católica não funcionou, e através da Inquisição, de uma forma ensandecida e sádica, as autoridades eclesiásticas do Cristianismo tentaram apagar de uma vez por todas a figura da "Grande Deusa Mãe", como principal divindade cultuada sobre todos os extremos da Terra. O Catolicismo Medieval com seu forte poder manipulador e dominador, transformou o culto à "Grande Deusa Mãe", num culto satânico, promovendo uma falsa campanha de que a adoração dos deuses pagãos era equivalente à servidão ao "Diabo" (Satanás/Satã).

Pagãos e o Paganismo - Mas o que é verdadeiramente o "Paganismo" (ou o "Neopaganismo")? O que, ou quem, são os "pagãos"? Deturpações de má-fé à parte, verdadeiramente a palavra “Paganismo”, origina-se do latim “paganus”, que significa "camponês", "rústico". No geral, é um termo normalmente usado para se referir a tradições religiosas politeístas (que cultuam vários deuses), a exemplo da Wicca.

"Paganismo" é uma palavra usada principalmente em um contexto histórico, referindo-se à mitologia greco-romana, bem como às tradições politeístas europeias e norte-africanas, antes da cristianização de povos. Num sentido mais amplo, seu significado estende-se às religiões contemporâneas, que incluem a maioria das religiões orientais e as tradições indígenas das Américas, da Ásia Central, Austrália e África, bem como às religiões étnicas não derivadas do personagem bíblico Abraão, em geral.

Mais Inquisição - O que é uma inquisição, senão o ato de inquirir, indagar, investigar ou interrogar judicialmente? No caso da Santa Inquisição promovida pela Igreja Católica e pelo Cristianismo em geral, significou questionar judicialmente aqueles que, de uma forma ou de outra, se opuseram aos preceitos da Igreja Católica. Assim sendo, a Santa Inquisição, que também ficou conhecida como o Santo Ofício, foi um tribunal eclesiástico criado com a finalidade, cuja oficialidade é questionável por ser duvidosa, de investigar e punir os crimes contra a fé católica.

“Na prática, segundo historiadores, as pessoas pagãs representavam uma constante ameaça à autoridade do Clero Cristão/Católico e a Santa Inquisição era um recurso para impor à força a supremacia católica, exterminando todos que não aceitavam o Cristianismo nos padrões impostos pela Igreja. Posteriormente, a Santa Inquisição passou a ser utilizada também como um meio de coação, de forma a manipular as autoridades como meio de obter vantagens políticas, algo lamentável e deplorável e inadmissível nos tempos atuais”, ressaltou o mago e bruxo Eghon Rá-Horakhty, fundador da IWMBG.

De acordo com registros históricos, a Santa Inquisição Católica começou no ano de 1184, na cidade italiana de Verona, sob o comando do Papa Lúcio III. Em 1198, o Papa Inocêncio III já havia liderado uma cruzada contra os albigenses (hereges do sul da França), promovendo execuções em massa. Em 1229, sob a liderança do Papa Gregório IX, no Concílio de Tolouse, foi oficialmente criada a Inquisição ou Tribunal do Santo Ofício. Em 1252, o Papa Inocêncio IV publicou o documento intitulado “Ad Exstirpanda”, que foi fundamental na execução do plano de exterminar os hereges (pagãos, bruxas e bruxos, entre outros).

Posteriormente, o documento “Ad Exstirpanda” foi renovado e ratificado por vários papas seguintes. Em 1320, a pedido do Papa João XXII, Igreja Católica declarou oficialmente que a Bruxaria, e a Antiga Religião dos pagãos constituíam um movimento e uma ameaça hostil ao Cristianismo.

O Papa Gregório IX, no ano de 1233, admitiu a existência dos "Sabbats" e dos "Esbats", praticados por bruxas e bruxos. No ano de 1326, o Papa João XXII autorizou, sob o pretexto da prática pecaminosa da heresia, a perseguição às bruxas. No período entre 1431 e 1449, o Concílio de Basileia apelou à supressão de todos os males que pareciam arruinar a Igreja Católica-Cristã. Daí por diante, uma verdadeira e macabra onda de psicose se instalou entre os povos.

Comunidades do centro-oeste da França acusavam seus membros de feitiçarias. Em 1453, na Aquitânia, uma epidemia natural provocou muitas mortes e, tal fato, foi imputado às mulheres da região, de preferência as muito magras e consideradas feias. Elas foram presas, submetidas às mais bárbaras e cruéis torturas com interrogatórios impiedosos. Algumas, não suportando as pressões, acabavam por confessar "seus crimes" contra as crianças e, por esta razão, foram condenadas à fogueira pelo conselheiro municipal. As que não confessavam eram, muitas vezes, linchadas e queimadas pela multidão, irritada com a ausência de condenações.

Pesquisando o passado histórico da humanidade, encontramos relatos de que os tratados demonológicos (ou demoníacos) e os processos de feitiçaria se intensificaram, em meados do ano de 1430, o que deu início à uma nova fase histórica do período pré-iluminista, marcada por tragédias de dimensões gigantescas ou inimagináveis, verdadeiras barbáries humanas fomentadas por uma fé cega, ignorante e preconceituosa. 

No ano de 1484, o Papa Inocêncio VIII promulgou o documento cristão intitulado “Bula Summis Desiderantes Affectibus”, confirmando oficialmente a existência da Bruxaria. Ainda neste ano, a publicação do “Malleus Maleficarum” (Martelo das Bruxas) instigou e fomentou, com importantes orientações uma verdadeira caçada cristã às bruxas. 

Neste período, a Igreja Católica e o Cristianismo em geral ordenaram, instigaram e fomentaram um verdadeiro banho de sangue com ações de extrema violência contra supostas/os bruxas/os, justificadas por eles como combate à heresia, à magia e à feitiçaria. “É interessante ressaltar que, nesta época, o sexismo imperava nas caçadas cristãs, pois os bruxos existiam, mas eram as mulheres, sobretudo, que eram queimadas nas fogueiras cristãs”, frisou o mago e bruxo Eghon Rá-Horakhty, fundador da IWMBG.



O “Dia das Bruxas” para a Religião Wicca

Inegavelmente, a Religião Wicca pode ser considerada como a “Bruxaria Moderna”. Também é inegável que a Wicca, a cada ano, aumenta o número de adeptos, tanto no Brasil, como em dezenas de países em todos os continentes do planeta. Os adeptos (ou praticantes) da Wicca preferem ser chamados de “wiccanos”, ou “wiccans”, ou “wiccanianos” ou “bruxas/os”.
Ilustração representativa do
Festival de Beltane.

A palavra “Wicca” deu origem à palavra “witch” (bruxa, em inglês), significando “dobrar”, ou seja, mudar os acontecimentos segundo a nossa vontade, lembrando que este é o conceito principal da palavra “magia”. A Bruxaria teve início há mais de dez mil anos, mas caiu no ostracismo, ressurgindo nos modernos tempos dos anos 40, recebendo o nome de “Wicca".

“Ao contrário do que se diz por aí, principalmente de forma maldosa por líderes religiosos cristãos (católicos e evangélicos), a Religião Wicca não prega o Satanismo (os praticantes não creem na existência do Diabo), nem faz sacrifícios de animais. A Wicca cultua e protege a Natureza, o bioecossistema, com a finalidade de trazer harmonia para o Universo. Sua divindade principal é uma Deusa, representada pela Lua, em todas as suas fases, e pela Terra (Gaia); em conjunto com seu consorte, o Deus Cernunnos”, ressaltou o mago e bruxo Eghon Rá-Horakhty, da IWMBG.

Os rituais wiccanianos, conhecidos como "Sabbats" celebram as mudanças das estações, que representam o amor e todas as fases desde o nascimento ao o renascimento. E o "Samhaín" (que deu origem ao “Halloween” - Dia das Bruxas) é um deles, por ser uma forma de relembrar e reverenciar os festejos dos povos celtas da Irlanda, Reino Unido e norte da França que festejavam o fim da colheita de verão e o início do Ano Novo.

O nome “Samhain”, que mais tarde se tornaria “Halloween” pela cultura inglesa, também era conhecido como o Dia das Almas, em que acontecia o encontro entre os mundos material e espiritual.

Em meados do século 19, graças à imigração de irlandeses, a celebração pagã de "Samhain" chegou aos Estados Unidos da América. O hábito foi incorporado à população americana que, baseados nas tradições inglesas e irlandesas, passaram a vestir-se com fantasias e irem de casa em casa pedindo alguma comida ou dinheiro. Este gesto, tempos depois, foi transformado na popular brincadeira do “trick-or-treat” (gostosuras ou travessuras), cuja tradição se mantém até os dias atuais, divertindo crianças e adultos.

Voltando aos relatos ancestrais do "Samhaín", festival celta que originou o “Dia das Bruxas” que conhecemos nos dias atuais, entre as bruxas, a festa de "Samhaín" é realizada sempre no campo (aliás, como são realizados todos os festejos pagãos). Porém, nos tempos modernos, quando não é possível celebrar no campo, pode-se perfeitamente adaptar a celebração nas cidades ou mesmo em casa.

Beltane - Mas no Hemisfério Sul, o festival comemorado por bruxas e bruxos que seguem a “Roda (do Hemisfério) Sul” é o de “Beltane”. Por ser comemorado no Hemisfério Norte na data de 1º de maio, o "Sabbat de Beltane" também é conhecido como Dia 1º de Maio. 

Aqui no nosso Hemisfério Sul ocorre em 1º de novembro, Dia da Cruz, Rudemas e Walpurgisnacht, o "Sabbat Beltane" é derivado do antigo Festival Druida do Fogo, que celebrava a união da Deusa ao seu consorte, o Deus, sendo também um festival de fertilidade. Na Religião Antiga, a palavra "fertilidade" significa o desejo de produzir mais nas fazendas e nos campos, e não significando a atividade erótica-sexual por si somente.

O retorno do sol (ou Deus Sol) é o clímax do "Festival/Sabbat de Beltane", um dos poucos festivais pagãos que sobreviveu da época pré-cristã até hoje e, em sua maior parte, seguindo o formato original.

Beltane se baseia em um antigo festival romano dedicado a Flora, a deusa sagrada das flores, conhecido como Floralia. Em tempos mais remotos da Humanidade, este mesmo festival era dedicado ao deus Plutão, o senhor romano do Submundo, correspondente ao deus Hades, da mitologia grega. O primeiro dia de maio era também aquele em que os antigos romanos queimavam olíbano junto com o selo-de-salomão e penduravam guirlandas de flores diante de seus altares em honra aos espíritos guardiães que vigiavam e protegiam suas famílias e suas moradias.

Sob aspectos da Astrologia, no dia em que se celebra Beltane o sol está astrologicamente no signo de Tauros, o Touro, que marca a "morte" do inverno, o "nascimento" da primavera e o começo da estação do plantio. Beltane começa acendendo, segundo a tradição, a fogueira ao nascer da lua na véspera do dia 1o.de maio (Hemisfério Norte; e véspera de 1o. de novembro, no Hemisfério Sul) para iluminar o caminho para o Verão.

Realiza-se o ritual do "Sabbat" em honra à Deusa e ao Deus, seguido da celebração da Natureza, que consiste de banquetes, antigos jogos pagãos, leitura de poesias e canto de canções sagradas. São realizadas várias oferendas aos espíritos elementais, e os membros do Coven dançam de maneira muito alegre, no sentido destrógiro, em torno do Mastro de Beltane (símbolo fálico da fertilidade), uma espécie de poste contendo diversas fitas multicoloridas. 

Eles também entrelaçam várias fitas coloridas e brilhantes para simbolizar a união do masculino com o feminino e para celebrar o grande poder fertilizador do Deus. A alegria e o divertimento costumam estender-se até as primeiras horas da manhã, e, ao amanhecer do dia 1o. de maio (ou novembro, no Hemisfério Sul), o orvalho da manhã é coletado das flores e da grama para ser usado em poções místicas de boa sorte.

Os alimentos pagãos tradicionais do "Sabbat de Beltane" são frutas vermelhas (como cerejas e morangos), saladas de ervas, ponche de vinho rosado ou tinto e bolos redondos de aveia ou cevada, conhecidos como bolos de Beltane.

Na época dos antigos druidas, os bolos de Beltane eram divididos em porções iguais, retirados em lotes e consumidos como parte do rito do "Sabbat". Antes da cerimônia, uma porção do bolo era escurecida com carvão, e o infeliz que a retirava era chamado de "bruxo de Beltane", e tornava-se a vítima sacrificial a ser atirada na fogueira ardente.

Nas Terras Altas da Escócia, os bolos de Beltane são usados para adivinhação, sendo atirados pedaços deles na fogueira como oferenda aos espíritos e deidades protetores. Geralmente, nas celebrações de Beltane dos tempos modernos utilizam-se de incensos de olíbano, lilás e rosa; velas na cor verde escuro; pedras preciosas sagradas de esmeralda, cornalina laranja, safira, quartzo rosa; além das ervas ritualísticas tradicionais: amêndoa, angélica, freixo, campainha, cinco-folhas, margarida, olíbano, espinheiro, hera, lilás, malmequer, barba-de-bode, prímula, rosas, raiz satyrion, aspérula e primaveras amarelas.

“Que nesta época de Beltane, os Deuses possam fecundar em nossos corações e mentes as sementesdo amor, da paz, da tolerância e da comunhão. Que permitamos também a fecundação das sementes do conhecimento que nos libertará, para sempre, das amarras perigosas e altamente nocivas da ignorância. Ignorância, que, na maioria das vezes, fomenta o ódio, a intolerância, a violência e até mesmo a morte. Que sementes de um amanhã melhor, mais próspero e mais feliz sejam fecundadas pelos Deuses, iluminadas e aquecidas na fogueira mágica de Beltane!” - finalizou o bruxo e mago goiano, Eghon Rá-Horakhty, fundador da Igreja Wiccaniana Mundial de Biopaganismo Gnóstico (IWMBG).

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(*) A.S.W. MAGO E BRUXO EGHON RÁ-HORAKHTY (Rev. Terry Marcos Dourado - bacharel em Direito, jornalista e radialista), é um alto sacerdote wiccaniano brasileiro, fundador do Coven Wiccaniano Círculo Sagrado de Hórus (CWCSH) e da Tradição Horística dos Sagrados Mistérios Egípcios (THSME); fundador da Igreja Wiccaniana Mundial de Biopaganismo Gnóstico (IWMBG), todos com sede no Estado de Goiás, centro do Brasil. Entre em contato direto pelo e-mail: contato.iwmbg@yahoo.com.br.

01/08/2014

Um feliz e abençoado IMBOLC a tod@s!

A Igreja Wiccaniana do Estado de Goiás (IWG) celebra a Roda Anual do Hemisfério Sul. Assim, nesta sexta-feira, 1º de agosto, celebramos o Sabbath (Sabá) de Imbolc.



Na Europa Antiga o elemento fogo sempre foi muito significativo, fundamental e sagrado.

Entre outras utilidades, o fogo servia principalmente para aquecer nos dias gélidos do intenso inverno europeu quando, para amenizar o frio intenso, era costume acender fogueiras.

Conta a História que o Festival de Imbolc foi descoberto na Escócia, Ilha de Man e na Irlanda. Imbolc, é considerado com um dos quatro festivais sazonais gaélico, junto com Beltane, Lughnasadh e Samhain, também se correspondendo com o tradicional festival galês Gŵyl Fair y Canhwyllau. Os cristãos comemoram essa data com o dia de St. Brígida, especialmente na Irlanda.

Imbolc aparece mencionado em algumas das mais antigas literaturas irlandesas. Há evidências de que, esta, tenha sido uma data importante desde os tempos antigos para os povos celtas, com fortes crenças de que Imbolc era, originalmente, uma festa pagã do povo celta, em associação à deusa Brighid, e que adotada pelos cristãos com o nome de festival à Santa Brígida, fazendo uso - eles, os cristãos - da imagem de Santa Brígida, uma versão cristianizada da deusa Brighid. 

No Festival de Imbolc, as chamadas "cruzes de Brighid" são feitas e uma figura em forma de boneca representando a deusa Brighid (ou Santa Brígida), e recebe o nome de Brídeóg

No festival tradicional e original, a boneca é construída para ser exibida em desfile pelas ruas das cidades. E pelo rito primário tradicional, para receber suas bênçãos, as pessoas construíam uma espécie de "cama" para Brighid. 

Neste espaço, colocavam oferendas e itens a serem abençoados por Brighid. Era comum, tradicional, que fazendeiros e proprietários de animais fizessem pedidos à deusa Brighid para que ela abençoasse suas plantações, seus rebanhos, dentre outros animais domesticados.


Vale ressaltar que muitos destes costumes originais do século 20 se perderam com o tempo e as mudanças das sociedades. Mesmo assim, a tradição de celebrar o Festival de Imbolc ainda acontece em vários lugares do mundo, atualmente no formato de "evento cultural".

A partir do final do século 20, muitos wiccanianos e neopagãos têm comemorado o Festival de Imbolc, na grande maioria das vezes adaptando-o às suas regiões. Vale aqui ressaltar que tais adaptações não representam, necessariamente, a original festa celta.

Brighid é a Deusa do plantio e da colheita. É a Deusa da Criação. Deusa da Poesia. Deusa do Calor e da Família. Deusa do Trigo e do Pão que alimenta e nutre o corpo e a alma (pão e trigo simbólicos). Brighid é a Deusa do Fogo, pois representa a Criação. Ela representa também o manuseio, as construções de armas, sendo também uma Deusa Tríplice. 

Nesta noite de 1º de agosto, dia em que celebramos alegremente o Festival/Sabbath de Imbolc, por seguirmos a Roda Anual do Hemisfério Sul, também celebramos a Deusa BrighidFaçamos com fé, amor e alegria nossos bonecos de trigo. 

Cruz de Brighid.

Assemos pães e espalhemos trigo e leite pelo solo em homenagem e num gesto de respeito, carinho e gratidão a Brighid e façamos a ela nossos pedidos de bênçãos para as colheitas que pretendemos fazer em nossas dias, nos próximos dias, semanas e meses.

Hoje, 1º de agosto, é o dia de comemorar o nascimento, já que nesta data após o nascimento da "criança da promessa" (o novo ciclo da vida), o calor voltará em breve. É o dia pedir que o próximo florescer do planeta Terra seja próspero, seja com paz, amor, saúde e, principalmente, de grandes e profundas realizações em nossas vidas.

Que a poderosa Cruz de Brighid que você pode fazer, consagrar e colocar em sua casa, possa lhe trazer proteção e bençãos ao lar. Coloque-a do lado de fora da porta de entrada de sua casa para que ela aja como um poderoso escudo protetor.

Viva Brighid! Viva Imbolc!

S.S.W. Mago Eghon Rá-Horakhty
Fundador e presidente da IWG
Igreja Wiccaniana do Estado de Goiás

21/01/2014

Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa: Mensagem do Mago Eghon Rá-Horakhty

HOJE, 21/01, É O "DIA NACIONAL DE COMBATE À INTOLERÂNCIA RELIGIOSA" (UMA REFLEXÃO).

Que o simbolismo desta data sirva para que reflitamos sobre o que somos, em quê cremos, o que fazemos com nossa fé e nossa crença.
S.S.W. Mago Eghon Rá-Horakhty

Que usemos o simbolismo desta data para fortalecer nossa coragem, nossa determinação e nossa atitude em fazermos com que sejamos respeitados, em fazermos com que tenhamos nossas liberdades de crença e de culto garantidas, na lei e na prática, em todos os momentos de todos os dias, em todos os lugares.



Que tenhamos a coragem, a fé, a determinação e a atitude de tirarmos nossa fé, nossa crença, nossa espiritualidade da obscuridão do "armário do medo" e possamos exercer, com coragem, nosso direito de sermos quem somos: brux@s, magos, sacerdotes wiccanianos, pagãos, cultuadores/adoradores da poderosa energia criadora universal a qual chamamos de "Vida" materializada nas belezas encantadoras e mágicas do Cosmos, do Universo... da Natureza!


A Deusa-Mãe e o Deus querem para nós, sempre, o melhor. Mas um melhor que seja o resultado dos nossos esforços, das nossas ações, das nossas atitudes!

Que não caiamos no pretexto furado de "nos escondermos para não fazermos proselitismos com a nossa Religião Wicca". Isso não cola! Isso só nos faz retroagir no tempo e no espaço. Tal atitude covarde e nociva nos mantém presos num pretérito de sombras, perseguições e mortes principalmente do período das inquisições cristãs.

Não tenhamos medo de termos nossa liberdade de expressão, de livre manifestação da nossa crença, da nossa fé, da nossa liberdade de culto queimadas nas "fogueiras" do medo, da covardia, da ignorância.

Somos brux@s, magos, sacerdotes(isas) wiccanianos(as) e pagãos(ãs). Não somos marginais. Não cometemos crime algum para continuarmos escondidos de tudo e de todos. Assim como o evangélico tem o direito de ir e vir em qualquer lugar com uma Bíblia no sovaco, nós também temos o direito de irmos e virmos aonde quisermos, ostentando nosso símbolo-maior, o pentagrama (entre outros), e vivenciarmos explicitamente (sem exageros espetaculosos, óbvio!) nossa identidade wiccaniana ou pagã, seja ela qual for (de "simples" dedicado(a) à sumo-sacerdote ou Elder Wiccanicno).

Em síntese, no dia de hoje, a frase que deixo para que façamos uma profunda reflexão é simples. Ei-la:

TEMOS O DIREITOS DE SERMOS FELIZES SENDO O QUE SOMOS, SENDO QUEM SOMOS DESDE QUE NÃO FAÇAMOS MAL A NÓS MESMOS E A NINGUÉM.

Abençoados sejam, todos!


S.S.W. MAGO EGHON RÁ-HORAKHTY
Sumo-Sacerdote Wiccaniano
Fundador da IWG - Igreja Wiccaniana do Estado de Goiás

06/01/2014

Agenda 2014 da Igreja Wiccaniana de Goiás já tem 28 eventos previstos; destaque para o I ENAWICCA 2014

A Igreja Wiccaniana do Estado de Goiás (IWG), sob a coordenação de seu fundador-presidente, o sumo sacerdote wiccaniano Mago Eghon Rá-Horakhty, divulgou na tarde desta segunda-feira, 6/01/2014, sua agenda de atividades para o ano de 2014. Entre sabbaths e esbatths e outros eventos, até o momento 28 atividades já estão previstas na agenda da IWG.



Entre as novidades estão a promoção do "Ato Público Ecumênico Jataí/GO 2014 em Paz", em organização pela IWG, em resposta à forte "onda" de homicídios que tem aterrorizado a cidade de Jataí, no Sudoeste de Goiás. Somente em 2013, foram registrados o recorde de quase 80 homicídios nesta importante cidade goiana; também a realização do "I Encontro Nacional de Wicca, Paganismo e Terapias Naturais - ENAWICCA 2014", em um local de beleza natural paradisíaca e com altíssima concentração de poder natural, previsto para maio. Haverá também encontros regionais.

E tem mais novidade. Pela primeira vez, o "World Pagan Day" (Dia do Orgulho Pagão) será comemorado em três grandes cidades goianas: Jataí, Rio Verde e a capital - Goiânia. Confira a programação completa clicando no botão "AGENDA 2014" (ou clique aqui) no menu do topo da página inicial.

24/12/2013

"FELIZ NATAL"!!! - "¡FELIZ NAVIDAD!"


"FELIZ NATAL"!!!... (¡FELIZ NAVIDAD!)

En el año 354, los romanos aprovecharon un festival pagano importante que se celebra en torno del día 25 de diciembre y "cristianizado" la fecha, celebrando el nacimiento de Jesús por la primera vez.

Sea lo Día de la Navidad, es una época de celebrar el nacimiento de Jesú, o de lo Dios Mitra, o de cualquier otro Dios, no importa! ... Lo que importa es que vos/usted se ha utilizado de la Navidad para celebrar el nacimiento (o renovación) de los sentimientos nobles y elevados en su corazón, como por ejemplo el AMOR, la FE, la ESPERANZA, la CARIDAD, el PERDÓN, la TOLERANCIA... y mantener siempre viva y resucitada el calor y el brillo de las llamas de la FÉ y del AMOR.

PORQUE SIN FE Y SIN AMOR, MORIMOS PARA TODA LA ETERNIDAD.

           Por lo tanto ...

           ¡FELIZ NAVIDAD!


S.S.W. Mago EGHON RÁ-HORAKHTY
Sumo Sacerdote Wiccaniano
Igreja Wiccaniana del Estado de Goias - Brasil
RedLacWicca (Red Latinoamericana y del Caribe de Wicca y Paganismo)